Advocacia

Tráfego pago para advogados: como captar clientes dentro das regras da OAB

Guia prático de Google Ads e Meta Ads para escritórios de advocacia: o que o Provimento 205/2021 permite, como estruturar campanhas e como medir contrato fechado.

Por Gabriel Benedito··8 min de leitura

Muitos advogados ainda acreditam que anunciar na internet é proibido pela OAB. Não é. Desde o Provimento 205/2021, a Ordem deixou claro que a advocacia pode usar o marketing jurídico, inclusive com impulsionamento pago, desde que o conteúdo seja informativo e respeite a sobriedade da profissão.

O problema é que a maioria dos escritórios começa pelo lado errado: impulsiona posts aleatórios, mede curtidas e conclui que "tráfego pago não funciona para advocacia". Neste guia você vai ver como montar uma operação que gera conversas com pessoas que realmente precisam de um advogado, e como medir isso até o contrato de honorários.

O que o Provimento 205/2021 permite (e o que proíbe)

De forma resumida, a regra separa informar de captar de forma mercantil.

  • Permitido: anúncios e impulsionamento de conteúdo informativo, explicando direitos, prazos e caminhos jurídicos; páginas institucionais; presença em buscadores.
  • Proibido: promessa de resultado, menção a valores de honorários ou gratuidade como chamariz, ostentação, linguagem sensacionalista e qualquer abordagem que pareça mercantilização da advocacia.

Na prática, isso significa que o anúncio deve educar ("Voo cancelado? Entenda seus direitos") e a página de destino deve orientar, com um canal para a pessoa tirar dúvidas. Sempre consulte o texto oficial do provimento e a seccional da sua OAB em caso de dúvida.

Google Ads ou Meta Ads para advogados?

Os dois funcionam, mas para momentos diferentes da pessoa:

  • Google Ads (pesquisa): captura quem já está procurando ajuda agora, como "advogado previdenciário", "auxílio-doença negado" ou "direito do consumidor voo atrasado". É a demanda mais quente.
  • Meta Ads (Instagram e Facebook): gera demanda em quem ainda não sabe que tem um direito. Funciona muito bem com conteúdo educativo em áreas de massa, como previdenciário, trabalhista e consumidor.

Para escritórios que estão começando, a recomendação costuma ser: Google Ads na área de maior volume de procura e Meta Ads com conteúdo informativo para alimentar o funil.

Como estruturar a campanha

1. Uma área por campanha (ou por grupo)

Misturar trabalhista, previdenciário e família na mesma campanha faz o algoritmo gastar onde é mais fácil, não onde é mais lucrativo. Separe por área e acompanhe o custo por contato de cada uma.

2. Palavras-chave com intenção e lista de negativas forte

Termos como "modelo de petição", "concurso", "OAB exame", "o que é" e "grátis" atraem estudantes e curiosos. Uma boa lista de palavras negativas economiza boa parte da verba logo na primeira semana.

3. Página de destino específica

Mandar o clique para a home do escritório desperdiça intenção. A página deve falar da dor daquela área, explicar o próximo passo e ter um formulário curto ou botão de WhatsApp.

4. Mensuração até o contrato

Configure o Google Tag Manager para registrar o envio do formulário e o clique no WhatsApp, e guarde a origem de cada contato (UTM e gclid). Assim você sabe qual palavra-chave gerou contrato, e não apenas clique.

Quanto investir?

Não existe valor mágico, mas existe uma conta simples: verba ÷ custo por contato = número de conversas por mês. Se o seu escritório fecha 1 a cada 5 conversas qualificadas, você consegue estimar quantos contratos aquela verba deve gerar e decidir com números. Começar com uma verba enxuta, medir duas a quatro semanas e só então escalar é o caminho mais seguro.

Erros mais comuns

  • Impulsionar post do feed sem objetivo de conversão.
  • Não responder rápido: o contato que espera horas fala com outro escritório.
  • Medir sucesso por curtidas e seguidores em vez de conversas e contratos.
  • Copiar anúncios de outras áreas que prometem resultado, o que fere o provimento.

Resumo

Tráfego pago para advogados funciona quando respeita as regras da OAB, separa as áreas de atuação, leva a pessoa para uma página específica e é medido até o contrato. A Lastro Digital trabalha exatamente assim, com relatório semanal e ajustes contínuos.

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Gabriel BeneditoFundador da Lastro Digital, gestor de tráfego pago para advocacia, saúde e serviços.